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13 de setembro de 2013

Novos alunos do segundo semestre de 2013



Estes são os novos alunos do segundo semestre de 2013, resposta de Deus as nossas orações. Continuemos a orar por eles! 
No dia 3 de agosto foram recepcionados pela liderança. O irmão missionário Jairo de Oliveira animou a todos com um precioso estudo. Leia logo abaixo!


O cuidado de Deus na vida daqueles que o temem e fazem a Sua vontade
Texto (Gênesis 6.5-9)

“E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então, arrependeu- se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra, e pesou- lhe em seu coração. E disse o SENHOR: Destruirei, de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até ao animal, até ao réptil e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR. Estas são as gerações de Noé: Noé era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus.”

8 de agosto de 2013

Início do Semestre


No dia 30 de julho o Instituto Bíblico Peniel iniciou o segundo semestre de 2013 com a presença do casal de missionários da Missão Novas Tribos do Brasil Daniel e Beck Royer. 
Como em todo semestre houve a apresentação dos novos alunos e da liderança e um abençoador estudo ministrado pelo missionário Daniel Royer. Leia e seja você também abençoado e encorajado.


Cheiro de Quê?
2 Coríntios 2: 12-16

- Existem vários tipos de cheiros – alguns bons e outros não tão bons
Descreve:          
        - Ruins – animais mortos, sítio de criação de porcos.
- Bons – véu de noiva; um bom perfume; churrasco.
- Fazemos fortes associações com cheiros. - a loção após barba do meu avô; Às vezes sentimos um cheiro e imediatamente nos surge na memória um acontecimento ou lugar ou mesmo uma pessoa que marcou a nossa vida.
Nós como crentes e discípulos de Cristo, devemos usar certa fragrância – vejamos qual é:
2 Cor. 2: 12-16 12  Quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e vi que o Senhor havia me aberto uma porta,
13  ainda assim  não tive sossego em  meu espírito, porque não encontrei ali meu irmão Tito. Por isso despedí-me deles e fui para a Macedônia.
14  Mas graças  a Deus que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala  em todo lugar a fragrância do  seu conhecimento;
15  porque para Deus somos o aroma de Cristo, entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo.
16  Para estes somos cheiro de morte; para aqueles fragrância de vida. Mas quem está capacitado para tanto? 

15 de março de 2013


Princípios Bíblicos de finanças para uma vida cristã saudável

Texto: Provérbios 30; 7 - 9
Introdução:
1. É triste afirmar, mas o cristão muitas vezes cai em extremos nas suas atitudes quanto ao dinheiro.
2. Alguns supervalorizam a prosperidade; outros menosprezam a riqueza como se o rico fosse pessoalmente responsável pela miséria no Brasil.
3. Há aqueles ainda, que entendem que o assunto “dinheiro” não é um tema espiritual e daí desprezam profundos princípios bíblicos a respeito do assunto.
4. Somos tão exemplares na liturgia, ortodoxos sem igual na teologia, mas em contrapartida devemos na praça, passamos cheques sem fundo, assumimos compromissos financeiros incompatíveis com nosso poder aquisitivo, etc, gerando assim um péssimo testemunho.
5. Cremos firmemente que Deus quer nos ensinar a sermos bons mordomos (administradores) dos bens materiais (dinheiros e posses) que Ele quer nos confiou.
6. Edison Queirós, em sua obra “Transparência no Ministério” diz que o dinheiro “é uma questão muito delicada”.
Deus quer que sejamos bons mordomos dos bens que Ele nos confiou.
Apresentaremos a seguir quatro princípios da Palavra de Deus sobre finanças para uma vida cristã saudável.
I – Ganhe pouco a pouco – Pv. 13:11
Pv. 23: 4,5 – Não gaste nisto sua inteligência.
Ec. 5:12 – Não perca o sono por isso.
Pv. 27: 23,24 – Mordomia é o segredo.
Pv. 28:20 – Cuidado em querer muito em pouco tempo.
O princípio aqui é não ser ambicioso. “Não ambicioneis coisas altas”
II – Economize pouco a pouco –
Pv. 21:20 – Cuidado com o desperdício.
I Tm. 5:10 – Com o que você gasta hoje?
Tg. 1:5 – Deus nos concede sabedoria para economizar.
O princípio aqui é economizar sem se tornar avarento, é uma demonstração de sabedoria. “Não podeis servir a dois senhores”
III – Compartilhe seu dinheiro – A graça de dar
Dê a Deus o que é de Deus – II Co. 9: 7 – 13.
Ajude aos necessitados – At. 20:35; 4:35; Rm. 12:13; Ef. 4:28
Se tomamos as coisas que Deus coloca em nossas mãos e as usamos somente para nosso benefício pessoal perdemos muitas bênçãos e podemos até fechar o canal delas para as nossas vidas.
O princípio aqui é o altruísmo (estar sensível às necessidades dos outros). “Vendiam suas propriedades e repartiam com todos...”.
IV – À medida do possível, NÃO FAÇA DÍVIDAS.
A dívida é como o doce canto da sereia atraindo os marinheiros a destruição.
Pv. 13:7 – “Uns se dizem ricos sem ter nada, outros se dizem pobres tendo grandes riquezas”. – o que é melhor?
A bíblia não proíbe fazer dívidas, mas cobra de você as responsabilidades que ela gera.
Os princípios aqui são a graça de controlar e a prudência. Não dê o passo maior que a perna.
Algumas considerações finais:
1. Alguns tomam dinheiro emprestado e não pagam, envolvem-se em dívidas, sem qualquer consciência de pecado. EVITE TOMAR DINHEIRO EMPRESTADO. Pv. 22:7. Muitos encaram isso com a maior naturalidade.
2. O dinheiro pode assumir a posição de servo ou senhor de sua vida, trate-o com responsabilidade e consciência bíblica e ele será sempre servo e nunca senhor e ainda uma bênção de Deus em sua vida e na de outras pessoas.
Considere também estas perguntas:
· Você acha que muito ou pouco dinheiro pode fazer o missionário desistir do ministério?
· Qual a sua posição em relação a contribuição financeira com a obra de Deus?
· Acredita que o dinheiro pode dar alegria? Como tratas a questão?
· Quais as razões pelas quais você quer dinheiro? Avalie-as.

Fontes: Estudo montado pelo Pr. Edson Carvalho – Diadema-SP.
O mapa da mina, de David Merkh.
Transparência no ministério, de Edison Queirós.
Citações pessoais.

Os exemplos a serem imitados na vida de Estevão a fim de sermos úteis no serviço de Deus

Pr. Pércio Coutinho Pereira

Atos 6:8,10,11-15, 7:1-60
Introdução
1.É curioso, mas na Bíblia não aparece nenhuma vez sequer a expressão ―usame‖, ―usa-nos‖. Mas o nosso desejo de servir ao Senhor é tão grande que achamos conveniente incluir esta expressão em nosso vocabulário popular evangélico.
2.Talvez orações do tipo ―Usa-me, Senhor‖ estão desaparecendo, na medida que a compaixão pelos perdidos, também desaparece.
3.Cada vez que centralizamos a nossa vida em nós mesmos este tipo de oração ―Usa-me, Senhor‖, será substituída pela oração do tipo ―Dá-me, Senhor‖ (roupas, casa, carro, dinheiro, poder).
4.Quando oramos ―Dá-me, Senhor‖ deveria ser ―Dá-me, Senhor...‖ (visão dos perdidos, campo de trabalho, amor pelas almas) e as demais coisas serão acrescentadas.
5.Dificilmente alguém pode orar ―Usa-me, Senhor‖ se não estiver pensando em outros ao invés de si mesmo.
6.Alguém disse que se alguém não serve para alguma coisa, também não serve para nada. Poderíamos parafrasear que ―se alguém não serve alguém, também não serve a Deus‖.
7.Neste mundo voltado para si mesmo, qualquer um que faz algo para os outros é um forte candidato para o Prêmio Nobel da Paz.
8.Quanto ao crente, não é preciso prêmio neste mundo, pois somos embaixadores da Paz do Evangelho de Cristo Jesus para os povos perdidos.
9.O fato de orarmos ―Usa-nos, Senhor‖, não significa que saibamos exatamente onde Deus nos quer e é por isso que oramos assim.
10.Servos de Deus foram usados por Ele. Nem todos eram ousados no início, mas todos faziam a vontade de Deus. Proposição: Os exemplos de servos de Deus nos motivam a servi-Lo, também.
Oração Transitória: Os exemplos a serem imitados na vida de Estevão a fim de sermos úteis no serviço de Deus.
I - Estevão não se limitou ao trivial – Atos 6:8
1.Estevão foi escolhido, não para ser apóstolo, pregador da palavra e líder dos crentes, mas para servir as viúvas gregas necessitadas da igreja.
2.Estevão não deixou de servir à obra social da igreja, mas não se limitou a isso. Logo ele estava agindo como um apóstolo, operando sinais pela graça de Deus.
3.Aquele que ora ―Usa-me, Senhor‖ não se limitará ao trivial, àquilo que é sua obrigação, mas irá além.
4.Talvez alguns crentes pensam que merecem algum prêmio especial de Deus por freqüentarem a igreja regularmente. Ora isso é dever de cada crente. Até mesmo orar é dever de cada crente (Lc 18.1).
5.Servir às mesas era dever de Estevão, mas ele foi além e atirou-se à pregação do Evangelho.
6.Ir ao campo é dever de cada obreiro, portanto, é apenas a confirmação de que ele está orando ―Senhor, usa-me‖.
7.Um passo além é perseguir seu objetivo, seu campo de trabalho e permanecer nele.
II. Estevão não se limitou à sabedoria humana – Atos 6:10
1.Todo aquele que deseja ser usado por Deus encontrará inimigos, pois o inimigo maior das nossas almas não quer ver o reino de Deus vitorioso.
2.Nas horas de confrontos, a sabedoria humana não defenderá a sã doutrina, mas a sã doutrina defenderá a Igreja de Jesus Cristo.
3.Estevão não podia ser vencido pelos sábios da época, simplesmente porque ele não estava se defendendo, mas o próprio Espírito é quem batalhava pela doutrina de Cristo.
4.Quem quer que ore ―Usa-me, Senhor‖ deve se colocar na dependência total Dele que dará as palavras certas nas horas certas.
III. Estevão não se limitou à justiça deste mundo – Atos 6:11-15
1.Os escrúpulos dos homens maus são quase inexistentes. Quem deseja ser usado por Deus, às vezes será injustiçado, caluniado e difamado.
2.Provavelmente distorcerão nossas palavras, mas tudo isto farão contra Cristo – v.14
3.O rosto de Estevão não era de ódio, mas de alguém totalmente controlado pelo Espírito Santo – v.15
4.Quem ora ―Senhor, usa-me‖ precisa se acostumar com a idéia que a verdadeira justiça vem de Deus e não esperar muita justiça deste mundo.
IV. Estevão não se limitou ao conhecimento bíblico superficial – Atos 7:1- 53
1.Os nossos dias estão marcados como os tempos da superficialidade. Muitos sabem muitas coisas, mas ninguém sabe nada. Muitos lêem muitas coisas, mas ninguém lê nada.
2.Algumas frases marcam a superficialidade do ser humano. -
―Quem tem muitos amigos, não tem amigo nenhum.
―Quem faz muitas coisas acaba não fazendo nada.
―Aquele que elogia todo mundo não elogia ninguém.‖ (Samuel Johnson)
3.É possível passar um dia inteiro navegando pelas informações da Internet sem obter conhecimento significativo em nada.
4.Nossas conversas podem girar em torno de ―Teologismos‖ sem aprendermos nada sobre a verdadeira piedade.
5.Estevão não se limitou à superficialidade ao expor seu conhecimento bíblico. Começando por Abraão — Prosseguiu discorrendo sobre os patriarcas — Descreveu os sofrimentos e libertação do Egito por mãos de Moisés — Denunciou a rebeldia e idolatria de Israel no deserto — Falou das habitações de Deus na terra: o tabernáculo e o Templo de Salomão — Comparou os judeus de sua época aos apedrejadores de profetas do passado por rejeitarem a Cristo.
6.Ao orar ―Senhor, usa-me‖ isto também significa pregar a palavra de Deus com profundidade.
V. Estevão não se limitou às glórias deste mundo – Atos 7:54-60
1.Todo obreiro esbarra nessa limitação: as glórias deste mundo. É difícil alguém que não queira ser reconhecido pelos homens. Temos uma carência mundana por elogios.
2.Deveríamos aprender com Jesus. Ele foi um palestrante que conseguia esvaziar seu auditório, enquanto hoje pregadores só se sentem satisfeitos se as pessoas estão afluindo aos seus templos.
3.Os judeus não aceitaram a mensagem de Estevão, apesar de toda a sua exposição bíblica-histórica.
4.Estevão fitou os olhos em Deus e viu a Sua glória e Jesus em pé aguardando-o.
5.A glória de Estevão estava nos céus e por essa glória foi morto, não sem antes perdoar seus inimigos.
6.Todo servo de Deus que ora ―Senhor, usa-me‖ tem que olhar para Jesus e ter um coração pronto para perdoar.
Conclusão:
1.Usa-me, Senhor‖ não é oração comum. Somente os servos, como Estevão, conseguem orar assim.
2.Usa-me, Senhor‖ é oração de dependência em Deus. A sabedoria humana não ora dessa forma.
3.Usa-me, Senhor‖ não é o tipo de oração aceita no mundo. Os que orarem assim sofrerão as injustiças dos perversos.
4.Usa-me, Senhor‖ é a oração daquele que quer se aprofundar no conhecimento das Escrituras.
5.Usa-me, Senhor‖ é a oração daquele que olha para o alto, não se conformando com as glórias deste mundo.


Os contatos do missionário com a realidade missionária indígena.


Os contatos do missionário com a realidade missionária indígena.

Pr. Percio Coutinho Pereira

Atos 28.1-10 

Introdução
1.O apóstolo Paulo era de Tarso, uma cidade universitária da época. O
convívio dele flutuava entre duas culturas: a judaica e a gentílica gregoromana. Ele não apenas conhecia bem as duas culturas, como fazia parte
delas.
2.Embora Paulo seja um padrão para o trabalho transcultural, só houve dois
lugares visitados por ele que eram considerados primitivos.
3.Um desses lugares foi a ilha de Creta. Ele mesmo não começou aquele
trabalho. Provavelmente, foram João Marcos e Barnabé na famosa separação
das equipes missionárias. Paulo nem mesmo trabalhou em Creta, mas enviou
Tito. E teve uma passagem muito rápida por ali. Até que ele quis ficar uns 4
meses, mas a tripulação do navio que ia para Roma não quis e quase
naufragaram (At 27.7-23). Mesmo assim, os cretenses tinham costumes de
piratas, mas foram colonizados pelos gregos há 1500 anos antes de Cristo.
4.Outro campo missionário transcultural para Paulo foi a ilha de Malta. De fato,
este foi o único lugar que Paulo visitou que podemos afirmar que se tratava de
cultura diferente da cultura judaico-grego-romana que Paulo tão bem conhecia.
5.Não foi uma visita programada, nem uma viagem missionária. Mas foi o
resultado do naufrágio daquele navio cheio de prisioneiros.
6.Por um lado podemos dizer que Paulo chegou acidentalmente (naufrágio),
mas por outro lado devemos crer que foi a providência divina que o lançou ali.
7.A chegada de Paulo na ilha de Malta serve de inspiração e modelo para o
trabalho missionário indígena.
8.A começar pelo acesso, chegar até à ilha de Malta era um desastre (At
27.41-28.1). Os trajetos para alguns trabalhos missionários indígenas são
sofríveis (Exemplo: Foz do Içana).
9.O trabalho transcultural antes de tudo é um contato com uma outra realidade.
Para o missionário recém-chegado pode não parecer real, mas é que a
realidade é um tanto diferente da realidade que ele está acostumado.
Proposição: O candidato ao trabalho missionário deve se preparar para o
contato com outra cultura. A estadia de Paulo na ilha de Malta dá um vislumbre
do contato do missionário com o campo de trabalho futuro.Oração Transitória: Os contatos do missionário com a realidade missionária
indígena.

I. O contato com bárbaros - v.2
1.Há uma forte campanha para evitar termos como estes, mas sempre
existiram culturas de costumes primitivos, menos desenvolvidas em relação ao
desenvolvimento normal do mundo. São os chamados “povos isolados”.
2.Os gregos apelidaram esses grupos de bárbaros, pois como não falavam
grego, a língua oficial, tudo o que falavam aos ouvidos dos gregos soava como
“bar bar”, como uma criança articulando as primeiras sílabas.
3.O termo se generalizou até chegar aos nossos tempos. A discriminação não
está propriamente no termo, mas em considerar-se mais humano do que esses
povos.
4.Alguns povos isoladas são bravos. O saudoso missionário Abraão Koop, da
Missão Novas Tribos dizia que os Paacas Novos receberam os primeiros
missionários com flechas. Assim foi com a tribo Sawi na Papua Nova Guiné,
cuja história é relatada no livro “Senhores da Terra”.
5.Os primeiros missionários da New Tribes Missions foram mortos pelos índios
Ayoré da Bolívia. As cinco viúvas continuaram o trabalho e viram os assassinos
de seus maridos se converterem.
6.Antes da Missão Novas Tribos, três ingleses vieram para o Pará fazer contato
com os Kaiopó. Os três foram mortos. Foi escrita a história, não traduzida para
o português, desses três jovens. O livro se chama “Os três Freddys”, pois
tinham o mesmo nome e a mesma convicção. Isto foi em 1927.
7.Nem todos os bárbaros, ou povos isolados, são hostis. Os missionários das
Novas Tribos se preparam para um contato difícil com os Zo’é (na época os
Poturu). Para a surpresa de todos o contato foi pacífico. Mais hostis foram os
antropólogos que expulsaram os missionários da tribo.
8.O contato com os bárbaros da ilha de Malta foi tão pacífico que eles nem
queriam os pertences das pessoas, mas pelo contrário, cuidaram deles e de
suas necessidades físicas (v.2).
9.O missionário terá, portanto, contato com pessoas de verdade, amigos de
verdade, mas de costumes e maneiras de civilização, às vezes, totalmente
diferentes para ele.

II. O contato com animais peçonhentos – v.3
1.É impossível negar a realidade de que o missionário encontrará cobras no
campo. O Brasil é um país tropical e tem as mais belas e perigosas variedades
de cobras. Em Minas Gerais ver cobras é comum; em Mato Grosso matar
cobras é comum; no Amazonas ver e matar cobras é inevitável. 2.Daniel Royer, professor no Instituto Missionário Shekinah, em 1988: “Se o
medo dominar a pessoa, ele deixará de comer milho por medo de cobras”.
3.Todos os missionários já foram protegidos de picadas de cobra sem mesmo
o saberem. Não existem só as cobras que vemos; aquelas que passam antes
de nós ou aquelas que chegam depois de nós, também são reais. Os anjos
protegem os missionários, também, das cobras. Criancinhas são protegidas por
eles muitas vezes. Se algum missionário ou filho for picado não significa que os
anjos dormiram, mas que Deus por alguma razão quis que aquilo acontecesse.
4.Índios são picados por cobras. Os missionários já foram picados por cobras.
Ambos são humanos e as cobras não fazem distinção.
5.O missionário Bill Moore entregou ao Senhor sua filhinha de cinco anos. Uma
surucucu foi o instrumento de Deus para levar a criança. Élden, filho do
missionário Coy, foi picado por cobra.
6.Os animais peçonhentos, insetos perigosos e outros animais são uma
realidade do trabalho missionário. O missionário terá contato com esses
bichos.

III. O contato com as crendices do povo – v.4-6
1.O missionário poderá ser visto, às vezes, como um intruso e coisas erradas
que, porventura, acontecerem na tribo podem ser atribuídas à ira dos espíritos
sobre o povo por causa do missionário (v.4).
2.A tribo Maku guarda o costume milenar de proibir que mulheres vejam o rosto
do homem que usa máscara em uma de suas festividades. A penalidade para
tal ato é abrir uma grande cova, entrar toda a aldeia dentro e colocar fogo para
que todos morram. Os missionários não estão isentos de serem a “maldição” e
tampouco estariam livres da penalidade.
Outros exemplos
Índios que se abaixam na canoa ao chegar perto de uma montanha com um
filete de água. Explicação: É a urina de um demônio que escorre  pela
montanha.
Índios que saem para o meio da selva uma vez por ano e depositam alimento
em cima de uma pedra. Explicação: Alimentando os espíritos que poderiam
fazer mal à aldeia.
Na China os velhos são venerados e depois de mortos adorados e invocados
{ver NIDA, pg.41}
Já os esquimós exterminam os velhos, colocando-os numa jangada e
mandando para as águas gélidas para morrerem {ver NIDA, pg.41}
Muitas culturas não toleram o segundo gêmeo e matam apaziguando os maus
espíritos.3.Os povos estão cheios de crendices. Os nativos da ilha de Malta receberam
bem Paulo, mas ao ser picado pela cobra viram-no como um assassino sendo
perseguido por forças sobrenaturais.
4.Todo missionário aprende a desenvolver um estudo de cultura chamado “Os
Universais”. Cada aspecto da cultura deve ser observado e anotado pelo
missionário. Mas ao começar a anotar as crendices o missionário logo vê que a
tarefa é imensa. As crendices deles vão de um extremo para o outro. No caso
dos maltenses Paulo ou era um homicida ou um deus (v.5-6).
5.O missionário deve ficar atento, pois este é o contato mais sério e difícil dos
povos explicarem. É o contato com suas crendices.

IV. O contato com chefes de aldeia – v.7
1.O missionário deve se apressar em fazer um bom contato com chefe  da
aldeia. Isto não significa que será o líder da igreja, mas para ter liberdade de
trabalho o missionário precisa ter a aprovação do chefe.
2.Paulo foi bem recebido e ganhou três dias de hospedagem com o chefe da
aldeia (v.7).
3.O candidato à obra missionário precisa aprender a respeitar as autoridades
desde já, pois seria o fim de seu ministério se não aceitasse a autoridade de
um chefe de aldeia e ultrapassasse as suas instruções. É um contato que
precisa de treinado desde já. Aprender a obedecer sem questionar.

V. O contato com doentes – v.8-9
1.O candidato ao trabalho missionário indígena faz coisas que dificilmente faria
em nossa sociedade. Nem mesmo seria prudente e legal, ou seja, tratar dos
doentes.
2.O curso de enfermagem será muito útil, mas nem todos podem ser
enfermeiros. A equipe ideal é aquela que tem pessoas com várias habilidades.
3.Mas de qualquer forma, os doentes são uma realidade para o missionário. O
amor pelos perdidos deve se estender para o cuidado com a sua saúde. As
coisas mais básicas para nós são incomuns para muitos índios. Por exemplo:
fazer um índio tomar comprimidos por 15 dias. Ou o missionário aplica injeções
ou cuida do índio como cuidaria de um filho: acorda para dar remédio e faz
uma escala para levar o tratamento até o final.
4.Agora multiplique isto por 100, 150, 200 ou mais pessoas. E quando a aldeia
é acometida por uma epidemia? E quando há casos em que é necessário
pagar um vôo de emergência? Lembre-se que a Missão não custeia remédios
e nem viagens. E não poucas vezes o missionário presenciará a morte de
crianças e adultos. Outras vezes será acusado pela morte deles por tirar do
curandeiro para tratar com remédios.5.O candidato deve desenvolver a prática da oração pelos enfermos e deixar
de pensar só em si. Paulo teve contato com um doente na ilha de Malta (v.8-9).
Lembre-se que Paulo era doente e estava indo para a prisão e saído de um
naufrágio, mas no momento não estava se lamentando, porém, pensando nos
outros.
6.Um contato certo que o missionário terá de enfrentar, é o contato com
doentes e alguns deles com doenças contagiosas.

VI. O contato com a honra – v.10
1.Talvez o contato mais perigoso que o missionário terá de enfrentar não é com
índios bravos, com cobras, com as crendices, com o chefe ou com doenças
contagiosas, mas o contato com a honra.
2.A humildade precede a honra, mas é possível uma outra ordem. Quando
missionários não são humildes o suficiente para receber honras, pode ser a
ruína deles.
3.Achar que pessoas não viveriam sem o nosso trabalho é a pior arrogância do
missionário, pois com tal atitude ele está menosprezando os seus
companheiros de ministério e a Deus que Lhe dá capacidade para trabalhar.
4.Paulo foi honrado pelos maltenses e até recebeu oferta deles. Mas Paulo
chegou naquela ilha por causa  de um naufrágio, foi usado por causa da
misericórdia de Deus e saiu dali com as honras que deveriam ser devolvidas a
Deus assim que entrasse de volta para a embarcação.
5.Cuidado com o contato com a honra. Quando o missionário fica mais
conhecido, ele deve manter a mesma atitude humildade daquela com a qual
começou a sua carreira.

Conclusão:
1.A vida do missionário é uma vida de contato. Os contatos são reais, porém,
uma realidade diferente da sua própria.
2.O contato com povos primitivos (bárbaros). O contato com animais perigosos
(cobras). O contato com as crendices do povo. O contato com chefes de aldeia.
O contato com doentes (e doenças contagiosas). O contato com a honra.
3.O preparo missionário ajudará a amenizar o choque desses contatos e a
dependência de Deus fará possível esses contatos.

{NIDA} Costumes e Culturas  – Uma introdução à Antropologia Missionária  –
baseado na obra de E.A. Nida  – 1954  – 2a edição em português 1988  –
Edições Vida Nova
Pr. Percio Coutinho Pereira, março de 2002

14 de março de 2013


Os benefícios e os perigos de se conhecer a Rocha, que é Cristo

Deuteronômio 32

INTRODUÇÃO

1.Todos sabemos a diferença entre um solo rochoso e um solo arenoso.

2.O solo arenoso traz insegurança para construir sua casa (Mt 7.24-27).

3.Até que se estude bem o solo não se deve pensar em nenhum projeto custoso.

4.Depois que se sabe que o solo é rochoso o investimento pode ser alto, mas nunca será perdido.

5.Há uma garantia de Rocha firme, que é a Pessoa de Jesus Cristo.

Proposição: Embora haja firmeza na Rocha, há também perigo ao enfrentá-la

Oração transitória: Os benefícios e os perigos de se conhecer a Rocha, que é Cristo


I.NÃO HÁ ENGANO NESSA ROCHA - V.4

1.A Obra dessa Rocha é perfeita. Tudo o que Deus fez é perfeito. Toda a Sua criação funciona como Ele quer. O modo como os planetas giram em torno do sol, como as estações mudam e como as estrelas brilham, fala da perfeição das obras de Deus.

2.Os caminhos dessa Rocha são justos. Não há injustiça da parte de Deus. Os homens podem agir com injustiça, mas Deus, nunca. O problema é que o ser humano nem sempre concorda com a justiça de Deus, mas apesar disto Ele continua sendo a Rocha, firme e justo em Suas obras.

3.É a Rocha verdadeira. Deus nunca mente. Aquilo que Ele diz em Sua Palavra, a Bíblia Ele cumpre. Os homens mentem uns para os outros. Os homens quebram contratos, mas Deus é sempre verdadeiro. Por isso, você deve confiar no que Ele diz, pois é garantido como uma Rocha.


II.É POSSÍVEL DESPREZAR A ROCHA - V.15

1.O nome Jesurum soa um pouco estranho para nós, mas é um nome poético para a nação de Israel, o povo amado de Deus. Jesurum quer dizer “o amado”. Deus cuidou do Seu povo, Israel, como um povo amado. Este povo engordou, isto é, ficou satisfeito com as bênçãos de Deus, mas infelizmente começou a dar coices na Rocha.

2.Chutar uma Rocha é muito perigoso para o pé. Da mesma forma, desprezar a Rocha, que é o Deus verdadeiro, é um perigo para a vida. Não se deve desprezar a Pessoa de Deus, pois se assim fizer haverá conseqüências terríveis e eternas.

3.Israel continuou dando coices na Rocha, rejeitando a Deus e a Seu Filho, Jesus Cristo (1 Pe 2.6-8).


III.ESQUECENDO-SE DA ROCHA, ESTA PODE ESQUECER-SE, TAMBÉM - V.18-20

1.Nosso Deus sabe desprezar, também. Ele nos ama e cuida de todos nós, porém, Ele é um Deus que exige toda a adoração para Si somente. Deus não divide a Sua glória com nenhum outro ser ou deuses que, porventura, surjam na mente das pessoas. Só há um Deus e Ele é a Rocha eterna.

2.Ele abate os arrogantes (Tg 4.6). Ninguém que lutou contra Deus conseguiu vencer. Ninguém que se esquece de Deus pode viver sem ser esquecido por Ele.

3.Não ler a Bíblia é uma forma de não se lembrar de Deus. Devemos ler a Bíblia e quando necessário procurar alguém que realmente possa ajudar a entendê-la melhor. Muitas pessoas possuem várias Bíblias, mas não as lêem. Alguns até deixam a Bíblia na sala, aberta, mas não se lembram que a Bíblia não tem apenas uma página, mas em torno de 1400 páginas.

4.O homem não pode se esquecer da Rocha para que ela não se esqueça dele.


IV.A ROCHA FARIA MUITO MAIS SE HOUVESSE OBEDIÊNCIA - V.30

1.O povo de Deus se esqueceu da Rocha e perdeu a sua firmeza. A Bíblia diz que um homem poderia fazer com que outros mil fugissem e somente dois homens colocariam dez mil inimigos para correr.

2.Mas sem obediência tudo isto é apenas sonho. Se não obedecemos a Rocha, o Deus verdadeiro, a nossa vida está alicerçada na areia e não na Rocha e quer consegue ter firmeza na areia?

3.A Rocha de Israel acabou entregando o seu povo para os inimigos. Há grandes benefícios em se obedecer a Deus, mas há enorme perigo em desobedecê-Lo.

4.A Bíblia é o único livro que dirá para alguém o que Deus realmente quer e o que Ele exige.

V.A NOSSA ROCHA É MAIS FIRME QUE A ROCHA DOS INIMIGOS - V.31

1.Os próprios inimigos julgam assim. Na história do povo de Israel todos os seus inimigos foram derrotados. Da mesma forma todos os que estão seguros na Rocha que é Cristo Jesus são vitoriosos.

2.O poder da nossa Rocha, que é o Deus verdadeiro, é mais forte que os demais ídolos e deuses falsos (v.36-37).


CONCLUSÃO

1.Após atestar a firmeza da Rocha, o certo é continuar firmado nela. Você conhece esta Rocha ou ainda está patinando na areia e não consegue sair do lugar?

2.Lembre-se: Não há engano na Rocha verdadeira. Mas é possível desprezar a Rocha. Só que ao esquecermos da rocha, Ela se esquece de nós. A Rocha pode fazer muito para os que são obedientes a Ela. Não há outra Rocha senão o Nosso Deus, que é o mesmo Deus de Israel, o único a quem todos deverão prestar contas um dia.

3.Não deixe de conhecer hoje essa Rocha. Leia a Bíblia.


Percio Coutinho Pereira, 17/09/88

O tempo da colheita


O tempo da colheita

Há algumas semanas atrás, perdemos quase toda nossa plantação de milho aqui no Instituto Bíblico Peniel. Muito milho havia sido plantado, no semestre passado, e aguardávamos em grande expectativa pelo tempo da colheita. Minha esposa estava ensaiando a preparação de um novo prato, numa receita que ela havia aprendido com uma das colegas.
Porém, no segundo dia da colheita, uma equipe foi escalada para ceifar o milho maduro. Mas retornaram apenas com a notícia de que tudo estava perdido!
“Passou o tempo da colheita e o milho não presta mais. Todas as espigas da plantação estão duras e não há mais utilidade, senão para serem lançadas às galinhas e aos peixes do açude”, diziam eles.
Ao ouvir aquele relatório e pensar nos metros quadrados de plantação, que tomava toda a frente do Instituto, as minhas palavras de reprovação foram: Quanto desperdício!
Enquanto isso, uma enorme tristeza arrebatava meu coração, exatamente por não ter tido a urgência e a sensibilidade de um agricultor para de identificar o tempo exato da ceifa. Agora não havia mais tempo, não adiantava colher mais nada, toda a nossa plantação estava perdida.
Passei a tarde ocupado em outras atividades, mas sempre pensando em toda a situação ocorrida. Foi então que me lembrei que nem tudo estava perdido. Pois, ainda que impossibilitado de colher o milho, havia uma outra grande colheita me esperando.
Cheguei a essa conclusão, meditando nas seguintes palavras de Jesus: “Não dizeis vós: Ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Ora, eu vos digo: levantai os vossos olhos, e vede os campos, que já estão brancos para a ceifa.” João 4:35.
Você já deve ter percebido que não estou me referindo a uma colheita de grãos ou de cereais, mas de almas. Dezenas, centenas e talvez milhares de frutos espalhados entre os povos e em toda a extensão da seara de Deus aguardando para serem ceifados, de maduros que estão.
Devemos lembrar que o Pai, o Grande Agricultor, é quem nos convoca através da Sua Palavra. Ele nos colocou no mundo, como igreja, para sermos seus ceifeiros e trabalharmos por toda a Sua seara e não apenas em algumas regiões específicas. “... tanto em Jerusalém, como em toda Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” Atos 1:8.
Na divisão de tarefas o Pai deseja enviar alguns como ceifeiros onde o Evangelho já foi semeado e outros como semeadores onde terra ainda precisa ser trabalhada. “Porque nisto é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro o que ceifa. Eu vos enviei a ceifar onde não trabalhaste; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho. ”. João 4:37, 38
Cada atividade deve ser realizada com fidelidade, dedicação e muita atenção. Para que os trabalhadores, os que mexem com a terra, não permitam que os frutos apodreçam pela negligência na administração do tempo exato para a colheita.
No entanto, tem faltado trabalhadores, pois alguns acreditam que seja muito difícil trabalhar com a agricultura e fogem do trabalho, principalmente, em regiões de plantio onde o solo é duro.
Todavia se esquecem que há intenso regozijo para os que semeiam e para os que colhem. Pois estes são os que ajuntam os frutos para a vida eterna e receberão do Pai uma fiel recompensa. “Quem ceifa já está recebendo recompensa e ajuntando fruto para a vida eterna; para que o que semeia e o que ceifa juntamente se regozijem”. João 4:36.
Outro aspecto importante é que, além de nos apresentarmos para o trabalho, precisamos também rogar ao Senhor da seara que envie mais trabalhadores. Inclusive em regiões que os cristãos e missionários sofrem constantes perseguições e martírios. Mesmo nesses lugares há sede pela verdade e frutos maduros para serem ceifados.
Conforme relatou um amigo que trabalha como missionário na Indonésia¹, maior país muçulmano do mundo, o desejo de ouvir o Evangelho é tão grande, entre um povo que ele visitou, que se houvesse obreiros trabalhando ali, as conversões aconteceriam em massa.
Um dos seus apelos em uma carta enviada, trazia as seguintes palavras: “Dentro da agricultura, existe um tempo certo para se colher, caso não se colha no tempo devido, está tudo perdido. A colheita nesta ilha será grande, se os ceifeiros chegarem a tempo”.
Graças a Deus, nem tudo está perdido! Hoje é tempo de colheita e os frutos estão em todo o mundo, a ponto de serem colhidos. Eu estou disposto a ir. Porém, quem irá comigo? Irei eu, somente, ceifar?
“Então disse a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.” Mateus 9:37-38


Pr. Jairo de Oliveira
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¹ Para preservar a segurança do missionário, o seu nome não foi mencionado.


O que Deus quer de mim?
Primeiro é necessário saber que existe um Deus, aliás que sempre existiu, sendo o Criador do céu, da terra e de tudo o que neles há (1). Ele nunca precisou de nada dessas coisas para existir, mas fez tudo porque amou a você e a mim. Ele fez, também, os anjos e Lúcifer, o maior de todos eles. Lúcifer se rebelou contra Deus e a terça parte dos anjos do céu. Esses seres foram expulsos da Presença de Deus e agora são chamados de Diabo ou Satanás e espíritos maus ou demônios (2).
Deus fez o primeiro homem do pó da terra e o chamou Adão e fez uma mulher de uma de suas costelas e a chamou Eva. Deus os colocou em um lindo jardim para viverem felizes consigo mesmos e com o Seu Criador. Deus deu uma simples ordem para eles: não comerem do fruto de uma árvore chamada do “Conhecimento do Bem e do Mal” (3). Eva, enganada por Satanás comeu do fruto e ofereceu para o seu marido, Adão, que também comeu. Os dois tomaram consciência de seu pecado e começaram a se envergonhar pois estavam nus (4). Por causa desse pecado a morte física afetou a toda a humanidade, inclusive afeta a mim e a você (5). Também vieram as doenças e desastres, a miséria e a maldade. A pior conseqüência ainda é morrer e ir para um lugar horrível, chamado Inferno e depois ser sentenciado para o Lago de Fogo. Todos os que viessem depois de Adão e Eva estariam condenados a isto. Adão e Eva só não morreram na hora porque Deus matou dois animais, tirando-lhes a pele e cobrindo-os. Foi o primeiro derramamento de sangue por causa do pecado de alguém (6).
A partir daí, Deus só aceita o ser humano quando ele vem com um sacrifício de um animal inocente. Deus prometeu que um dia enviaria um Libertador que morreria para tirar a humanidade das angústias do pecado (7). Um dos filhos de Adão e Eva, chamado Caim, matou a seu irmão, Abel, tudo porque não concordou com Deus em matar um animal para o sacrifício (8).
O ser humano é desobediente ao Deus amoroso. Deus prometeu destruir o mundo uma vez causando uma enchente universal, um dilúvio. Somente Noé e sua família creram em Deus e O obedeceram. Fizeram um grande barco, uma arca, conforme Deus mandou e foram salvos (9). Outra vez um grupo de pessoas fez uma torre enorme para ficar todos juntos, quando a ordem de Deus era para se espalhar pelo mundo. Deus confundiu a língua deles e tiveram que se separar (10).
Deus chamou um homem por nome Abrão para formar uma nação que se chamaria Israel (11). Esta nação existe até hoje e foi para esse povo que Deus ofereceu os Dez Mandamentos (12). Os povos do mundo inteiro saberiam o que Deus queria de cada um se O ouvissem através de Israel. O ser humano continuava com sua maldade. Deus destruiu as cidades de Sodoma e Gomorra, mas ainda continuava a cuidar do povo que viria a ser a nação de Israel (13).
Nem sempre entendemos o que Deus quer, mas devemos ouvi-Lo, pois Ele sempre está certo. Deus levou a nação de Israel para um país chamado Egito (14). Lá o povo sofreu muito, trabalhou como escravo (15). O maior daquele país tinha o título de Faraó. Deus ama muito o Seu povo Israel e mandou um homem chamado Moisés para libertar Israel da escravidão (16). Depois de nove pragas sobre o Egito e a insistência de Faraó em não deixar o povo ir, Deus enviou um Anjo da Morte para matar cada filho mais velho de todas as famílias que não matassem um cordeiro e que não espalhassem o sangue do animal nas vergas da porta da casa. O filho de Faraó morreu. Faraó não creu em Deus (17).
O povo de Israel fugiu, totalmente protegido por Deus. Este Deus amoroso chegou até a abrir o mar para o povo passar pelo meio (18). Este povo ficou quarenta anos no deserto sempre reclamando de Moisés e de Deus (19). Deus mandou Moisés fazer uma grande tenda chamada Tabernáculo. Deus exigia que ali se adorasse o Seu nome e mandava sacrificar animais, pois como já vimos, o pecador só podia se aproximar de Deus mediante o sangue de um inocente (20). Deus foi tão amoroso que levou o povo de volta para a terra de onde saíram os seus pais (21). Mas o ser humano é tão mal agradecido que mesmo em sua própria terra desobedeceu a Deus e até começou a adorar outros deuses, feitos de materiais que se quebram, apodrecem e, pior, que não falam e não ouvem (22).
Como Deus é amoroso, Ele sempre mandava algum libertador para tirar o povo de Israel de novas escravidões (23). O povo, ao invés de se aproximar de Deus, pediu um rei como as outras nações. Se você tivesse Deus como Rei, você iria querer outro rei? O povo de Israel queria! (24)
Deus foi tão amoroso que, de muitos reis que tiveram, alguns eram tão obedientes a Ele que chegavam a ensinar o povo a pedir perdão de seus pecados e se aproximar de Deus. Um deles foi o rei Davi que fez com que a cidade de Jerusalém fosse o lugar de adoração do povo de Israel, também, chamado judeu (25).
Deus amava tanto o povo que sempre levantava homens em todas as épocas para falar o que Ele queria do povo. Esses homens pregadores eram chamados profetas. Mas, infelizmente, o povo não ouvia os profetas e, inclusive, matava-os (26). Deus mandou o povo de Israel para a escravidão mais uma vez, porém, nunca esqueceu de Seu povo e de Sua promessa de enviar um Libertador para morrer por causa dos pecadores. O tempo passou, o povo voltou para a sua terra, mas ficou muito tempo sem ouvir nenhum profeta, até que um dia...
Surgiu um homem chamado João. Ele andava pelos desertos e pregava para o povo se arrepender de seus pecados e se batizar, isto é, deixar que ele os mergulhasse na água como sinal de que concordavam com a mensagem. Por causa disto ficou conhecido como João Batista (aquele que batiza). Ele dizia que o Libertador estava chegando. E um dia chegou mesmo. João até o batizou! Agora deviam seguir o Libertador (27).
Certamente você já ouviu falar do Libertador. O nome Dele é Jesus. João disse que Ele, Jesus, é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Pode parecer inacreditável, mas o Libertador é o próprio Deus que decidiu descer ao mundo dos pecadores, nascer como um menino, crescer no meio dos sofrimentos e aos trinta anos se mostrar ao povo de Israel como o Libertador.
Ele pode ser chamado também de Messias ou Cristo, que significa Ungido. Ele é o Salvador do mundo, mas como? Sendo Deus, Jesus Cristo, o Messias de Israel, podia transformar água em vinho (28), curar aleijados (29), fazer com que surdos passassem a ouvir (30), mudos começassem a falar (31). Cegos podiam ver apenas com o toque de seus dedos (32). Espíritos maus ou demônios que atormentavam pessoas eram expulsos apenas com a ordem de Jesus (33). Pessoas que tinham lepra, uma doença horrível, que faz apodrecer a pele, ficavam com a pele limpinha depois que Jesus as curava (34). Até fez mortos reviverem! (35)
Jesus amava as pessoas. Ele as ouvia a qualquer hora. Um homem religioso, chamado Nicodemos queria que Ele falasse das coisas de Deus de madrugada. Jesus disse para Nicodemos que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu único filho para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” O filho que Deus deu é o próprio Deus, também, e esse é Jesus Cristo (36).
Jesus amava as criancinhas também. Ele as pegava no colo e as abençoava (37). Como Ele é o próprio Deus, tinha o poder de perdoar pecados. Certa vez Ele perdoou uma mulher adúltera (38). Outra vez perdoou um cobrador de impostos que roubava as pessoas (39).
Nem todos gostavam de Jesus Cristo. Lembra-se de Satanás, o inimigo de Deus? Ele fez com que algumas pessoas tivessem ódio contra Jesus e o prenderam e o colocaram pregado numa cruz (40). Ah! Como Jesus sofreu! Bateram nele, cuspiram nele, machucaram sua pele, seu couro cabeludo e tudo isto com zombarias e desprezo. Como o ser humano é mal agradecido! (41)
Ele deixou que fizessem isto (42). Você se lembra que Deus só podia aceitar o pecador se alguém inocente morresse em seu lugar? Era sempre um animal, mas agora era o próprio Filho de Deus, o próprio Deus estava pronto para morrer em lugar do pecador!
Enquanto Jesus estava naquela cruz, Ele perdoou um homem mal que estava numa cruz ao lado. O homem pediu, Jesus perdoou (43). Jesus ficou três horas na cruz. Do meio dia até às três horas da tarde (44). Ele entregou Sua vida (45). Tiraram-no da cruz e o levaram para um sepulcro. Era um tipo de caverna (46). Ao terceiro dia Ele ressuscitou, isto é, viveu novamente (47). Ele apareceu para muitos que creram em Sua mensagem (48).
Depois de quarenta dias Ele subiu de volta para o Céu (49). Ele prometeu que todos os que cressem nessa mensagem não morreriam eternamente, mas morariam com Ele (50).
Esta é uma história que poderia se chamar “A História da Redenção”. Deus não aceita as pessoas só porque Ele é bom e nem as lança para a Perdição só porque quer, mas Ele é justo e aceita as pessoas que crêem na Sua Palavra (51).
Voltemos agora à pergunta: “O que Deus quer de mim?” O que você acha? Ele quer que você creia que Ele existe, que é o Criador de todas as coisas e que fez você também. Ele quer que você saiba que o ser humano, inclusive você e eu, somos pecadores e a nossa tendência é nos afastar de Deus, enquanto Ele quer nos buscar.
Ele quer que você saiba que, por causa dos nossos pecados, só é possível se aproximar dele com sangue de um inocente. Mas não adianta mais sacrificar animais, pois Jesus Cristo já veio e Ele foi o sacrifício perfeito (52).
Deus quer que você creia em Jesus Cristo, o Messias de Israel, que morreu para que você não morresse. Deus é amoroso, mas também é justo e não poderá aceitar aquele que não acredita nessa mensagem.
Agora, por gentileza, responda algumas perguntas.
1)Você entendeu o que leu?
2)Você ficou preocupado com alguma coisa que leu?
3)Gostaria de resolver algumas dúvidas?
4)Tudo o que você leu está em detalhes em toda a Bíblia Sagrada, que é a Palavra de Deus. Você gostaria que alguém explicasse melhor para você?
Escreva para Pr. Percio Coutinho Pereira
Caixa Postal 29 – Jacutinga – MG CEP 37590-000
Leia na Bíblia, que é a Palavra de Deus toda a História da Redenção
Para ajudar você abaixo estão os textos que combinam com os números entre parênteses.
(1) Gênesis 1:1
(2) Isaías 14:12-20, Ezequiel 28:11-19
(3) Gênesis 1:26-28, Gênesis 2:15-17
(4) Gênesis 3:1-13
(5) Gênesis 3:16-19, Romanos 5:12
(6) Gênesis 3:21
(7) Gênesis 3:15
(8) Gênesis 4:1-8
(9) Gênesis 6-9
(10) Gênesis 11:1-11
(11) Gênesis 12:1-3
(12) Êxodo 20:1-17
(13) Gênesis 19:24-28
(14) Gênesis 46:1-27
(15) Êxodo 1:8-14
(16) Êxodo 3:1-22
(17) Êxodo 7-12
(18) Êxodo 14:15-31
(19) Êxodo 16-17
(20) Êxodo 25-40 e Números
(21) Josué 24:1-28
(22) Juízes
(23) Juízes
(24) 1 Samuel 8:1-22
(25) Reis e Crônicas
(26) Isaías até Malaquias

(27) João 1:19-34
(28) João 2:1-12
(29) João 5:1-15
(30) Marcos 7:31-37
(31) Mateus 9:32-34
(32) João 9:1-11
(33) Mateus 8:16
(34) Lucas 5:13
(35) João 11:1-45
(36) João 3:1-21
(37) Mateus 19:13-14
(38) João 8:1-11
(39) Lucas 19:1-10
(40) Mateus 27:1-66
(41) Mateus 27:28-31
(42) Mateus 27:39-44
(43) Lucas 23:39-43
(44) Lucas 23:44-46
(45) Lucas 23:46
(46) Mateus 27:57-60
(47) Mateus 28:1-6
(48) Atos 1:1-4, 1 Coríntios 15:3-8
(49) Atos 1:5-11
(50) João 14:1-3
(51) João 1:11-13
(52) Hebreus 10:4, 1 Pedro 1:18-19